Missão S. Tomé e Príncipe - Diário de Viagem, por Daniel Pinto
Diário de Viagem Galeria de Fotos A Missão da AMI Sobre S. Tomé e Príncipe Sobre o Autor Livro de Visitas Links

Sexta-feira, 2005-09-09 00:09:21

Esta entrada corresponde a 2ª-feira (5 de Setembro)

Depois de um excelente Domingo, a segunda-feira correu bastante mal. Acordei com uma diarreia do viajante ligeira. Talvez tenha sido das santolas de ontem ou de qualquer outra coisa que comi. É o que dá desrespeitar as regras básicas para alimentação em países subdesenvolvidos.
A segunda má notícia do dia não tardou muito em chegar. O nosso jipe encontrava-se a fazer um ruído estranho já há alguns dias e, quando me dirigia ao centro da cidade para fazer compras, fiquei subitamente sem travões. Depois do susto inicial, consegui levar o jipe devagarinho até uma zona de pouco trânsito junto ao local das compras. Só com o travão de mão a funcionar, não arrisquei entrar no centro da cidade.
Depois de comer qualquer coisa, foi tempo de trocar dinheiro para dobras sãotomenses. Esta é uma actividade muito engraçada, já que existem inúmeros cambistas de rua que nos oferecem taxas bem melhores que o banco. É preciso regatear o melhor preço e não nos deixarmos enganar. Mas é um negócio onde todos menos o banco saem a ganhar.
Já com um enorme maço de dobras na carteira, fomos fazer as compras da semana. Os produtos importados são caríssimos (5€ por um quilo de cebolas) e no mercado local os preços para ocidentais são altamente inflacionados. Além dos alimentos, comprámos também um fogareiro a carvão para que possamos assar o peixe que compramos em Angolares.
Feitas as compras voltei (muito devagarinho e com a mão direita sempre junto do travão de mão) para o local onde estávamos alojados, onde iríamos decidir o que fazer. Com o jipe avariado, a melhor hipótese pareceu-nos tentar falar com o nosso motorista em Angolares, para que nos viesse buscar no outro jipe. Mas isso não é tarefa fácil, uma ves que não possui telefone em casa. Ligámos para um vizinho, mas a única resposta foi “Ele está longe”, seguida do desligar do telefone. Abandonada a hipótese de o nosso motorista nos vir buscar, o Dr. Ricardo Leitão e o Dr. Stepan Harbuz foram até à oficina tentar reparar o nosso jipe. Eu, que desde a manhã me sentia cansado, com falta de força e um pouco quente, fiquei a descansar. Passaram várias horas sem absolutamente nada para fazer, a não ser vegetar em frente à televisão, até regressarem. Tinham conseguido que alguns mecÂncicos ficassem até depois da hora de fecho da oficina a reparar o jipe. No entanto, apesar de termos o jipe consertado, a hora tardia desaconselhava o regresso a Angolares. Considerando que no dia seguinte seria feriado nacional, logo, não teríamos consultas, optámos por ficar mais um dia na cidade.
A minha diarreia do viajante, apesar de ligeira, continua a deitar-me abaixo animicamente. Jantei apenas chá e umas torradas.
< Entrada anterior Entrada seguinte >
Escolha a data cuja entrada pretende ver
Agosto 2005
S T Q Q S S D
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30 31
Setembro 2005
S T Q Q S S D
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30
Outubro 2005
S T Q Q S S D
          1 2
3 4 5 6 7 8 9
10 11 12 13 14 15 16
17 18 19 20 21 22 23
24 25 26 27 28 29 30
31
Novembro 2005
S T Q Q S S D
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30

Comentários

Ainda não existem comentários para este texto.

Comentar
Nome:

Email (apenas para eu lhe poder responder):

Comentário:
Quantos são dois mais dois (escreva um algarismo)?